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O grave dever do Bom Exemplo

Leia em PDF terça-feira, 18 de junho de 2013

O grave dever do Bom Exemplo
Muitos são os modos pelos quais os fiéis podem e devem ajudar os outros no cuidado com a sua Salvação Eterna. Além da oração, sacrifícios, boas obras de toda a espécie, aceitação paciente dos sofrimentos e seu oferecimento a Deus pelas mãos da Virgem Maria, os fiéis são ajudados no seu caminho para a Salvação pelo bom exemplo de uma vida cristã no cumprimento de todas as exigências, sérias mas amorosíssimas, da nossa Fé; porque deste lado do Paraíso o Amor verdadeiro exige sacrifício. “E todo aquele que não tomar a sua cruz e Me seguir não pode ser Meu discípulo.” (Lc 14,27) 

Tal exigência inclui modéstia no vestir, uma vez que a modéstia pressupõe, em primeiro lugar, respeito pelo próprio corpo por ser “o templo do Espírito Santo” (1 Cor 6,19) ou, melhor dizendo, amor e respeito pelo Próprio Deus presente no meu corpo e também caridade para com o próximo, que pode sofrer tentações e cair no pecado se eu não me vestir e comportar recatadamente. 

Tal desordem dos apetites é uma consequência do Pecado Original e do fato de não ser possível considerar o ser humano num estado de natureza perfeita, como alguns gostariam que fosse, pois está ferido pelo pecado e, tristemente, tende para o mal. 

Jesus Cristo, nosso Salvador, redimiu-nos, mas não reintegrou a nossa natureza no estado de perfeição original. Feridos pelo pecado, mas restaurados e com renovado vigor pela Graça santificante, devemos “tratar da nossa salvação com temor e tremor”. (Fl 2,12)

E não devemos esquecer o aviso que Nosso Senhor nos deu: “É impossível que não haja escândalos: mas ai daquele por quem vem o escândalo. Seria melhor para ele que lhe pendurassem uma mó de moinho ao pescoço e fosse atirado ao mar do que ele escandalizasse um destes pequeninos.” (Lc 17,1-2)

Portanto, irmãs e irmãos, recordemo-nos da exortação do Apóstolo, que é sempre atual através dos tempos: “Fazei tudo sem murmurações nem hesitações, para serdes sem mancha e filhos sinceros de Deus, sem necessidade de censura no meio duma geração corrompida e perversa, no meio da qual brilhareis como luzes no mundo; erguendo a Palavra da Vida para minha glorificação no dia de Cristo, porque não corri em vão nem trabalhei em vão.” (Fl 2,14-16)

O convite que Jesus Cristo nos faz a todos é belo e reconfortante, mas também exige sacrifício – os sacrifícios do nosso dever quotidiano para com Deus, o que inclui ajudar os nossos irmãos e irmãs a irem para o Céu e não sermos um obstáculo à sua salvação pelo facto de nos vestirmos com falta de modéstia.

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